domingo, 13 de junho de 2010

Poema 29

Eu tenho medo quando ela me abraça

como se fosse a última vez.


A última vez de tantas últimas vezes.


E me desafoga em beijos,

beijos

de

despedidas.


(Todas más concedidas

por ambos os lados,

obviamente)


E é quando a mão dela

suspende da minha

que vejo,

infelizmente,

seus pés alçarem a saída.


É o fim da alegria,

começo da espera

de nova visita.

3 comentários:

Mariana S. disse...

O poema em si já é uma joia. Quando junto isso àquela impressão de “sei bem do que estás falando”, vira uma obra de arte. Lindo!

Cadu disse...

Aeee Gloria,
Tá começando a ficar bom esse negócio de 'poemar" hein!
Parabéns velho!

Thomas Cobain disse...

Simples e direto
Muito bom! :)