O Top desse mês traz os cinco artistas também conhecidos pelos seus óculos. Pelas suas armações, as lentes e como elas influenciaram a moda e consequentemente a vida de muitas pessoas por aí. Foi então:
5 – Elton John
O cantor britânico é um exemplo de como os óculos se modificam conforme a mudança de época e de atitude. Na década de setenta e oitenta, Elton usava grandes óculos, sempre pomposos e bastante ilustrativos – chegavam até a roubar a cena às vezes. Agora, mais sossegado, os óculos estão mais tímidos, mais normais, com formato retangular deitado, mas ainda coloridos.
4 – Bono Vox
Lá pelos idos dos anos oitenta, quando o U2 começou a despontar Bono Vox ainda não utilizava óculos – o que hoje em dia é a sua marca registrada. A armação da Emporio Armani é desejada por vários fãs da banda, ou outras pessoas que tenham mau gosto...Sinceramente, não vejo grande coisa nesse tipo de óculos e não sei por que razão Bono decidiu adotá-los como visual. Mas a verdade é que atualmente não dá para imaginar o vocalista sem utilizar esse acessório. No mínimo, ficaria estranho.
3 –Buddy Holly
Buddy Holly não era bonito como o seu rival Elvis Presley, na realidade ele foi o primeiro no rock a não ser necessariamente bonito. Na verdade ele era um pouco nerd, tinha dentes feios e usava óculos. E que óculos. Com a armação grande, linhas direitas e aros escuros Buddy era jovem mas com ar de senhor. O cantor e guitarrista teve uma participação indiscutível na popularizaçãoe valorização do Rock’n roll, influenciando muita gente. Mesmo morrendo tão jovem, ele realizou muito – e admiro profundamente isso. O vocalista do Weezer, River Cuomo, é quase um sósia do cantor, prova de que os óculos de Buddy fizeram muita cria por aí.
2 – John Lennon
A armação redonda tão utilizada por Lennon virou ícone de uma geração contestadora. Ele começou a utilizar o modelo após ter saído dos Beatles, e com esse novo artifício acabou influenciando a moda dos anos 70. A armação pertencia a um produtor de TV japonês, que trabalhou como tradutor na época em que os Beatles se apresentaram em Tóquio. Quando Lennon foi assassinado, o produtor retirou as lentes, representando luto. De acordo com a tradição japonesa, só assim o ex-Beatle poderia ver após a morte.
1 – Bob Dylan
O cantor americano imortalizou o modelo Wayfarer, lançado pela Ray-Ban em 1952 e um dos primeiros feitos de plástico. Dylan sempre foi fiel à armação escura, que combina bastante com sua personalidade fechada. Graças ao astro, o acessório tornou-se objeto de desejo para milhares de fãs e é peça comum do visual folk e rock n’roll. Atualmente os mods, indies e outras estirpes adotaram o visual. As cores também variam bastante, indo do branco até o verde limão.
Se me dissessem dois anos atrás que eu teria um blog que iria durar dois anos, atualizado frequentemente e bem visitado eu não acreditaria. Mas aqui estamos nós, nessa empreitada chamada Contagens que se revelou muito mais do que um simples blog, mas também uma extensão de muita coisa da minha vida. Talvez porque eu leve tão a sério a arte de escrever. Queria agradecer as pessoas que gostam de ler o que eu escrevo e que comentam, e aquelas que ficam pouco segundos na página, todas aquelas que passaram por aqui e que não passam mais. Todo mundo.
Fiz um top 15 das minhas postagens por ordem de importância/favoritas para comemorar os dois anos de aniversário do blog. Foi muito difícil fazer isso mas aí está. Provavelmente cometi alguma injustiça, mas não sei. Prometo revisitar esse top daqui algum tempo.
"Cavalos. Era essa uma das pautas que a professora da cadeira de reportagem em Jornalismo Impresso nos passou em aula. Só isso. Cavalos. E listou mais umas vinte. Havia outras também estranhas, como milho, batata, violão, perdizes. Quem já escreveu alguma coisa sobre perdizes? Um animal quase em extinção. Mas não pensei na ave, os cavalos não saíam da minha cabeça. Logo me surgiu uma possível história - sempre surgem elas, antes de tudo." Fiquei orgulhoso da reportagem que produzimos para a cadeira de redação jornalística II e nesse post falo um pouco sobre o making of dela. Importante porque foi ali que comecei a gostar mais do fazer jornalístico.
"(...)Depois eu deitei na nossa cama, na qual dormimos nossas 8 horas regularizadas e somos despertados diariamente pelo alarme do celular. O celular dela, só para deixar claro. O celular e os verdes dela. É por isso que eu minto tanto. O passar dos dias, beijos triviais. É por isso que eu minto tanto. Noite que cai, nosso amor só com paz. É por isso que eu minto tanto nesses dias iguais."
Tenho uma particular afeição pelo final desse texto. O início é bem simples e a história um pouco boba, mas gosto do modo como consegui deixar poético, sem beirar ao sentimentalismo exacerbado de outras horas.
"Sempre achei semelhante o processo da escrita e o de saber a importância de uma pessoa. Quando termino de escrever um texto e preciso relê-lo muitas vezes para que goste, é sinal de que há algo errado. Bem errado. Significa que ele simplesmente não está excelente, porque o texto com qualidade é aquele em que lemos e que não precisamos tentar nos convencer de que está bom."
Uma das mais recentes teorias e que também explica bastante da minha visão, de como vejo o mundo. Observo e gosto de explicar as situações através da literatura, do texto. Nesse caso faço uma comparação entre o processo de conhecer uma pessoa e o processo de escrever um texto, ao meu ver, semelhantes.
"(...)Foi a paisagem noturna que me ajudou realmente a me enxergar. Pude me ver com outros olhos (ou com os olhos do outro), mesmo que infimamente. Acredito que meu outro esteja na noite, no cheiro dela, no modo como ela se espalha pelo céu fechando o sol, iluminando de um modo diferente as pessoas, quieta, insolúvel, necessária."
Esse post entra no top porque é um dos primeiros que mostra uma das características que eu gosto de explorar nos textos. O outro lado, o duplo, aquilo que nós também somos, mas dificilmente revelamos. Nesse caso, fui mais explícito dando um exemplo próprio.
"O problema é o tempo. As horas tendem a não combinar com os acontecimentos (pelo menos no meu caso). Sempre quebradas em vários terços diferentes, que teimam em se enrolar nas minhas mãos, no pescoço."
Esse obstáculo mostra o tempo como carrasco. Gosto do texto, porque ele é bem amarrado, fechado nele mesmo. Muito ritmado também, a solução que encontrei para a falta de tempo é a literatura, só ela pode cristalizar e parar os momentos.
"Foi por entre o forte cheiro de café, no meio das cascas de pão que preenchiam a mesa e ao redor do som das notícias espalhadas pelo rádio que eu percebi. O dia lentamente acordava, quando Aline chegou-se para sentar à mesa, ao meu lado. Trazia com ela a cara de sono, as leves olheiras brotando por baixo dos olhos castanhos claros, e o seu corpo vestia uma das minhas camisetas – que nela tornava-se larga o suficiente, confortável o suficiente...."
Ah, sempre achei bonito o cotidiano e para mim nada mais normal do que um café da manhã. Ao mesmo tempo gosto quando as ações emergem da simplicidade, e nesse caso a simplicidade venceu as notícias ruins do radio, a mesa, tudo, tudo.
"Já disseram que o universo está expandindo. E eu falo mais: todos nós estamos nos afastando também. Pouco a pouco, talvez, mas cada vez mais indo embora por completo. Não encaro mais as coisas como simples proximidades, as pessoas se conhecem, mas não permitem mais se aceitarem inteiramente..."
Uma das minhas primeiras teorias e das que mais me agradam. Acredito que consegui ponderar entre o que sentia no momento com bons argumentos. A linguagem é simples, mas não simplória e pinta um belo retrato das falsas aproximações.
"Você não fuja da minha história, desejo que saiba a causa deu ter feito isso. Não, não levante da cadeira, trate de se sentar, não quero esse medo escancarado no rosto do homem da cidade. O que vão pensar de mim lá no seu jornal? Mas chega de trela-trela. O que se sucede é que o que houve não era algo planejado; e nem foi pensado em última hora. Simplesmente aconteceu, tal qual o cavalo aprende a estancar de pé, a galopear e depois sai andando pelo campo afora. Até encontrar uma portera fechada, daí, só daí, ele se acalma.. A gente é e não é..."
É importante porque foi a primeira postagem temática e uma das que mais gostei. Talvez o texto deva ser mais elaborado e melhorado no futuro, mas a ideia de máscaras havia me inspirado a mais uam vez escrever sobre aquilo que não beira a superfície. Nesse caso a estranha história de um senhor de uma cidade do interior.
"É estranho perceber quando a paixão acaba por uma pessoa. Você pode deixar de se sentir apaixonado por alguém porque a imagem idealizada que você construiu na sua cabeça, por qualquer motivo simples, desapareceu. A paixão é muito frágil e tem tempo contado..."
Esse post é importante para mim, pois me ajudou a organizar os pensamentos naquela época. Eu que sempre precisei colocar tudo no papel primeiro para depois pensar em como agir. Escrever sempre foi um refúgio e uma solução.
"Eu te amo./E não é nem meio dia./Imagina quando chegarna metade da nossa vida..."
Um poema onde a temática é o amor fazendo uma analogia com as horas do dia. Gosto dele, porque ele é simples na linguagem, mas um tanto rebuscado na forma e no arranjo, justamente o modo como gosto de escrever poemas.
"(...)Quanto mais você ultrapassa as camadas, quanto mais descobre as pessoas, maior tendência você tem a se apaixonar. John Lennon estava certo quando dizia que você tem que esconder o seu amor: encontra-se aí toda a graça da vida, esta aí o motivo principal de existir."
É uma das minhas teorias em que consegui elaborar mais sobre o tema e foi onde ganhei mais gás para manter essa postagem mensal. E é realmente uma das teorias que realmente se comprova na minha vida. Ainda acho que o amor vem em ondas e mantém o mesmo trajeto, passando por várias camadas. É aquela ideia sempre presente nos meus textos, em que você tem que ultrapassar as camadas mais superficiais para encontrar a narrativa certa. Ou nesse caso, o amor.
"Ela chegou lá pelas 22 horas e foi embora às 2 da manhã se segurando – quase caindo pelos lados e sorrindo de ponta a ponta – no pescoço de um cara que bem poderia ser o seu pai. Estava enfiada em um vestido bem curto, meio apertado e todo preto. Não sei o que os seus pés usavam, porque para eles nem olhei. Fixei observação em suas coxas, na tez branca lisa, na quantidade exata de pele em um espaço milimetricamente moldado..."
Um dos meus textos favoritos, a começar pelo título. Acho que aqui utilizo bem uma característica que sei que é uma das minhas maiores qualidades. Explorar uma cena minuciosamente e a partir dela exibir todo um conjunto maior. Do pequeno para o amplo. As coxas brancas surtem efeito avassalador em um homem totalmente acostumado ao casamento.
"E lá vamos nós novamente. Joga a chave da casa para fora. Enche a mala. Pega as suas roupas favoritas. E corta. Lá vamos nós novamente. Faz essa cara de braba, não me perdoa por mais nada. Guarda as mágoas da noite passada. Lá vamos nós novamente. Agora junta todos os sapatos, todos os pertences, pega as jóias que eu te dei e atira no bolso. Da calça jeans surrada. Do tempo que você usava, quando só era minha namorada. Isso. Não faz birra, fazendo birra..."
Outro dos meus favoritos, e mais uma vez sobre um casal com problemas. A história totalmente fictícia fala de um cara que ta acostumado com os erros da relação, com as brigas e sabe que nunca mudará. Vão continuar se desentendendo, mas logo já estarão juntos novamente. O tipo de erro favorito dele. Linguagem simples e ritmada, conseguindo um texto bem dinâmico e rápido. Passando a mensagem bem.
" 'Eu vou contigo para onde tu quiser', ela me diz meio bêbada, entre algumas latas de cerveja, que depois são espalhadas por nós rapidamente pelo assoalho de madeira. A música de mau gosto ainda passeia pelo ar. Assim como os nossos beijos que se misturam sem ordem, sem nexo, confundindo as peles, e contornando a boca, exalando liberdade."
É um dos meus favoritos textos, porque ele consegue ser conciso, denso e aberto. É também o primeiro, talvez em que consegui escrever desse modo. Mostrando tudo, mas também escondendo tudo, não foi fácil até consegui construir um texto curto aberto sem soar estranho; bem como eu queria escrever na época – e como continuo querendo.
"(...)Acho que o meu desafio como jornalista, como pessoa que gosta de escrever, como pseudo escritor (ou escritor que gostaria de ser) é unir esses dois cortes, esse dois jeitos de se ver uma história. A clareza unida a uma sensibilidade atemporal."
Postagem importante porque foi quando comecei a me dar conta de como queria escrever, o começo de tudo digamos assim, de certa forma uma epifania. Pensei em misturar o texto jornalístico, com a sensibilidade da ficção, que sei que possuo. Tudo isso traduzido em um corte diferenciado. Aprendendo a cortar palavras e ideias com o jornalismo, mas também com aquele outro corte, o mais sensível, e o atemporal oriundo da arte literária. É o que tento fazer nessa luta diária e necessária, mas sempre recompensadora.
Meu top 5 e também a minha postagem temática será sobre seriados, ou melhor sobre momentos que me marcaram dentro de seriados. É um top bem pessoal e espero que gostem, vamos lá:
(ah, vejam os vídeos também!)
Aquele em que quatro estão na frente (Scrubs)
Minha relação com Scrubs começou sem querer, numa dessas tardes tediosas em que se passa na frente da televisão. Scrubs conta a história de John Dorian, mais conhecido como JD, um estagiário na medicina que começa a ver como as coisas são na prática. Há muito realismo fantástico em Scrubs: boa parte do programa se passa na imaginação de Dorian. Ele é o narrador em primeira pessoa, logo muito da trama é observada do seu ponto de vista. Tanto que o nome da maioria dos episódios começa com o pronome “My”. Exceto por aqueles em que são narrados por outros personagens, se não me engano ao longo do seriado cada personagem tem a chance de narrar pelo menos uma vez. Escolhi esse trecho porque evidencia bem duas características de Scrubs: a ótima utilização de música e as viagens de JD. Esse trecho foi retirado do primeiro episódio da segunda temporada, no final da primeira todos haviam meio que brigado e discutido. Overkill do Men at work funciona direitinho com o momento.
Aquele em que três estão na frente (Barrados no Baile)
Eu tinha 15 anos. Não conhecia muitos seriados, e durante as férias de verão acabei me deparando com o Beverly Hills 90210. No começo tinha um pouco de preconceito, mas com o tempo fui entrando na trama, admito. Alguns episódios eram bem feitos e os personagens, por mais estereotipados que fossem, eram carismáticos. Principalmente a dupla Brandon e Dylan. Tão diferentes, mas bons amigos. Brandon era o estudioso, bom moço e esforçado. Tinha aquele charme de vir de uma cidade de fora e de não ser tão rico quanto os outros (embora não fosse nenhum pobre). Já Dylan era o esperto, gostava de viver perigosamente, e costumava fazer sucesso entre as mulheres com aquele estilo playboy bad boy rico. O legal é que todos os personagens mudaram muito com o decorrer da série. Escolhi uma parte da sexta temporada, onde Dylan perde a esposa assassinada, na verdade era para ser ele o morto. Eles haviam casado no mesmo dia. Seu amigo Brandon está lá com ele, quando Dylan encontra sua mulher assassinada. Ele havia perdido o pai recentemente também. Atordoado, ele resolve abdicar de sua vida em Beverly Hills e se manda na manhã seguinte com sua moto, pela estrada, sem se despedir de quase ninguém. Não sei porque essa cena me marcou tanto, talvez fossem os meus quinze anos, mas o sofrimento de Dylan seguido por uma cena dele indo embora de moto no horizonte me parecia – e me parece ainda – muito bem feita. Talvez porque seja a despedida de um bom personagem, que depois acabaria voltando, mais para o final da série.
Aquele em que dois estão na frente (Twin Peaks)
O que pode surgir quando um diretor como David Lynch resolve fazer um seriado? Uma trama elaborada, complexa e instigante, é claro. Mas somente esses adjetivos, que todo mundo sabe que caracteriza a obra do americano, não são capazes de definir Twin Peaks. Ainda há o humor negro, os personagens fantásticos e interessantes, capazes de amarem a simples sensação de tomarem um bom café preto (more black than a night!, como dizia o agente Cooper). Este último, aliás, é um dos grandes personagens criados nos últimos 20 anos em seriados. O agente especial do FBI agente Cooper não era nada arrogante e usava métodos de apuração e investigação inusitados. Ele seguia os rastros que apareciam em seus sonhos e também se utilizava da filosofia hindu para dar base as suas investigações. Quando chegou à pequena cidade de Twin Peaks para cuidar do caso do assassinato de Laura Palmer, foi possível observar o impacto que a sua presença causou no local. Escolho uma cena clássica dentro do seriado, quando Dale está sonhando e recebe várias dicas do assassinato. E quando escrevo dicas refiro-me a um anão de terno vermelho dançando bizarramente e falando ao contrário, uma Laura Palmer morta, mas ainda sensual, beijando um Dale Cooper 25 anos mais velho e falando coisas aparentemente sem sentido e um estranho cabeludo gritando. Sim, é Lynch. Fazer o quê?
Aquele em que um está na frente (The Office)
The Office é um dos seriados que me pegou direitinho nesses últimos tempos. Meus amigos comentavam bastante sobre ele, mas ainda não tinha tido tempo ou relutava em assistir. Acabei baixando e me viciei. Todos os personagens são ótimos e as situações criadas são bem diferentes das comédias que até então eu havia visto, tudo parece mais humano. Em The Office você aprende a rir da vergonha alheia e do humor por muitas vezes quase cruel. Principalmente na figura do gerente Michael Scott, interpretado por um genial Steven Carell (fez filmes como Um Virgem de 40 anos, Pequena Miss Sunshine). O chefe do escritório é uma daquelas pessoas extremamente carentes e solitárias, que tenta ser engraçado e que se acha muito engraçada, mas a maioria das vezes não consegue agradar. Ou melhor, consegue sim: acabamos rindo desse seu jeito bitolado e depois de um tempo acabamos gostando dele e de certa forma o entendendo. Não poderia deixar de falar do Jim e da Pam, obviamente, um dos casais mais bem bolados e bem amarrados dessa safra de seriados dos últimos cinco anos. Depois de um tempo de idas e vindas, de acertos e desacertos, eles acabaram se casando. Escolhi esse momento, porque na realidade foram dois casamentos. Um em um barco nas Cataratas do Niágara, longe de todo mundo, só eles. Não é isso que realmente importa? Ah, e depois eles se casaram na igreja também...mas foi mais uma formalidade e ao som de Chris Brown ainda. Imitando o famoso vídeo do Youtube. Fantástico!
Aquele em que ninguém está na frente (Friends)
Friends foi um fenômeno da cultura pop na década de noventa até metade dessa década. Para se ter uma ideia em sua última temporada, cada um dos seis atores recebiam cerca de R$ 1,000,000 de dólares por episódio. O que eu achava mais interessante em Friends é que não havia um protagonista fixo: tinha espaço para cada um dos seis amigos desenvolver a história. Tanto que todos eles tiveram seus momentos de protagonistas dentro do seriado. O casal Ross e Rachel talvez tenha sido o mais atrapalhado e o mais cheio de problemas no relacionamento. Escolhi um momento muito bom dos dois, quando eles finalmente ficam juntos pela primeira vez, e a Rachel entende que o Ross gostava dela há muito tempo, desde o colegial. Só vendo mesmo. E o vídeo esta aí em cima para isso. =)
-------------------------------------
Sugestão de tema: Dança
Essa postagem faz parte do projeto Blogsintonizados.
Entre lá, leia o editorial e participe você também.
Há muito tempo eu tinha vontade de fazer um top, muita gente acha idiota, mas eu adoro as discussões que esse tipo de sistema suscita. Fora que todo mundo tem uma lista favorita, né. Por isso que nesse mês estou inaugurando essa seção, intitulada Top 5, com algumas das melhores danças do cinema – pelo menos as que me marcaram.
5 – Cantando na Chuva
Cena clássica do filme com Gene Kelly. Onde ele canta e dança, fazendo uma coreografia altamente imitada depois. Homenageada até por Stanley Kubrick mais tarde no clássico Laranja Mecânica, outro puta filme. O que eu mais gosto dessa dança é o fato de ela ser muito singela, marca de um tipo de filme que não vimos mais nos cinemas. Fora que o Gene Kelley era um ótimo dançarino, como você pode conferir a seguir no vídeo:
4 – Pulp Fiction
É o momento do filme em que Tarantino homenageia a cultura pop dos anos cinquenta, com aquele cenário da lanchonete ambientada na época e a canção de Chuck Berry. A dança é quase uma autoparódia, principalmente porque John Travolta fez dois filmes musicais clássicos da década de setenta (Os Embalos de Sábado à Noite e Grease – nos tempos da Brilhantina). O casal Uma Thurman eTravolta convence, dançando como pessoas normais e ao mesmo tempo desligadas do mundo.
3 – Flashdance
Assisti à Flashdance por obrigação, realmente não queria ver o filme, mas acabei assistindo. Não gostei muito falando sinceramente, mas a música é boa e a dança melhor ainda. O filme foi inspirado na vida de Maureen Marder, uma mulher que trabalhava de dia como operária e de noite como dançarina em Toronto – ela queria entrar em uma prestigiosa escola de dança. Ela acabou assinando um contrato em que autorizava a Paramount Pictures a retratar sua vida no filme por apenas 2.300 dólares. Ou seja, acabou lucrando quase nada, pois o filme fez um sucesso estrondoso, fiquemos aqui com a sua dança:
2 – Os Embalos de Sábado à Noite
Filme símbolo da música disco dos anos setenta. O filme fez um sucesso estrondoso no Brasil, todo mundo queria ser Tony Manero, personagem interpretado por John Travolta. Dizem até que a gíria maneiro que significa legal, surgiu daí. Roupas, comportamento, dança. O personagem fazia sucesso com as mulheres não porque era valentão, ou porque tinha dinheiro, mas porque sabia dançar muito bem. E essa é a unidade do filme. Os Embalos te leva realmente para dentro de uma discoteca, com a música dos Bee Gees e as coreografias clássicas. Um filme que realmente marcou e que servirá de referências para várias décadas. Só NÃO assistam a continuação. Lamentável.
Fiquem com a minha dança favorita do filme:
1 – Perfume de Mulher
A genialidade de Al Pacino ainda não foi alcançada. Essa cena é uma daquelas que marcam o cinema, que faz o coração do espectador acelerar. Poucos atores conseguem interpretar um deficiente visual tão bem e ainda nos fazer acreditar que ele realmente sabe dançar o Tango. É elegante, suave, forte e desafiador. Só dá para parabenizar mesmo. Ah, lembrando que nesse mesmo filme o Coronel também dirige uma Ferrari. Dá-lhe!