quinta-feira, 29 de julho de 2010
Obstáculo 31
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Obstáculo 26
Eu tenho que vencer o cara burocrático para ser o que eu quero ser. Há dentro de mim alguém que me prende quando almejo algo maior, alguém que bate no meu ombro e diz coisas como, “por que você quer tentar o mais complicado para fazer melhor? vá pelos caminhos conhecidos, faça várias coisas até chegar lá, perca muito do seu tempo....”. Daí eu parto para as minhas artimanhas para distraí-lo, trancá-lo em alguma porta do meu subconsciente maldoso. Acontece que algumas armadilhas já não funcionam mais. Ele já descobriu como destrancar o cadeado e se libertar das minhas correntes. Mas, por enquanto, eu sempre dou um jeito. Nunca quero ser tomado pelo cara burocrático que há em mim. Um dos melhores remédios contra ele é recitar aquele belo poema do Manuel Bandeira:
“Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
(...)
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare.
- Não quero saber do lirismo que não é libertação.”
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Obstáculo 21
O meu problema foi sempre você – eu só não sabia ainda. Agora que não está aqui do meu lado, observo o que faz aí do outro pela minha imaginação. É uma droga a distância, eu sei. Por isso que falo que o meu problema (o conflito que movimenta uma trama, o que dá a condição de existência para uma boa história, cheia de reviravoltas) foi sempre você. E tem sido assim não há muito tempo. Começo a acreditar que todas as coisas ruins (assim como as boas, ou as mais ou menos), mas sobretudo, acredito que todas as coisas que não deram certo, não deram certo, porque era dever delas construírem um “mapa” que me levou a você. Quer dizer: tudo que não deu certo abriu um outro caminho e outro caminho até você aparecer na minha frente. E aqui está o último obstáculo. A distância física, terrena e enjoativa. Mas se nem um oceano segurar, não tem mais nada que segure.
domingo, 17 de maio de 2009
Obstáculo 17
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Obstáculo 12
domingo, 30 de novembro de 2008
Obstáculo 11
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Obstáculo 10
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Obstáculo 9
domingo, 31 de agosto de 2008
Obstáculo 8
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Obstáculo 7
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Obstáculo 6
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Obstáculo 5
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Obstáculo 4
...........................................................................................................É o silêncio que me incomoda................................................................... E meio vazio ainda, assim por só, vou me definindo sagrado entre tantos próprios, ancorado nessa canção que um dia foi de nós muito mais que o vazio, muito mais que.......... (e o resto é silêncio).
segunda-feira, 31 de março de 2008
Obstáculo 3
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Obstáculo 2
Salve hoje à noite.
amanhã eu vou embora.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
obstáculo 1
Fingir que me conhece.
Se é só por interesse, por que nós não dizemos logo? E é tudo minha culpa. E quando eu tento escapar eu descubro que eu não tenho asas, que eu realmente não tenho asas para voar para longe.